Youtuber cearense de 17 anos diz que sofreu abusos do pai: ‘Não aguento mais ter medo’

Junior Santos
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Foto reprodução: Diário do Nordeste

Uma youtuber cearense de 16 anos, conhecida por produzir conteúdo sobre games, usou as redes sociais no último sábado (16) para denunciar suposta negligência de órgãos públicos na apuração de denúncias de abuso e violência envolvendo o próprio pai. Por questões de segurança e por se tratar de uma menor de idade, a identidade da adolescente não será divulgada.

Natural de Tianguá, na Serra da Ibiapaba, a jovem reúne quase 350 mil seguidores nas redes sociais e milhões de visualizações em seus vídeos. A publicação rapidamente repercutiu e recebeu manifestações de apoio de seguidores.

No relato, a adolescente afirmou que ela e a mãe estavam afastadas da internet há algum tempo por medo e trauma, mas decidiu tornar o caso público para buscar justiça. Segundo ela, o pai teria acionado a Justiça contra a mãe, acusando-a de maus-tratos e cárcere privado. O caso passou a envolver o Ministério Público do Estado do Ceará e o Conselho Tutelar de Tianguá.

A jovem afirmou ainda que não se sente acolhida pelos órgãos responsáveis e relatou episódios de violência doméstica dentro de casa ao longo da infância. “Cresci vendo meu pai maltratar minha mãe”, declarou no vídeo. Ela também citou ameaças, intimidações e situações de medo constantes dentro do ambiente familiar.

Durante o desabafo, a adolescente contou que enfrenta crises de pânico, dificuldades para sair de casa e até para frequentar a escola. Segundo ela, o cenário familiar contribuiu para problemas emocionais graves, incluindo internações psiquiátricas e episódios de ideação suicida após a separação dos pais.

A jovem relatou ainda que existem medidas protetivas contra o pai, mas afirma que ele continuaria frequentando áreas próximas à residência da família, mesmo utilizando tornozeleira eletrônica. Ela também criticou a atuação do Conselho Tutelar, alegando não ter sido ouvida durante os atendimentos oficiais.

Ao tornar o caso público, a adolescente disse que decidiu quebrar o silêncio por acreditar que não estava sendo escutada pelas autoridades. “Eu não aguento mais ter medo. Venho aqui pedir Justiça”, afirmou.

A defesa da mãe informou que o primeiro pedido de medida protetiva foi realizado em 2022, após o divórcio do casal. Segundo os advogados, desde então a adolescente passou a fazer acompanhamento psicológico e relatou diversos episódios de abuso atribuídos ao pai.

Ainda conforme a defesa, mesmo com medidas protetivas em vigor, o homem teria descumprido determinações judiciais de afastamento, o que motivou novos pedidos de prisão. Os advogados também afirmam que a família vive uma rotina de insegurança devido à presença frequente do investigado nas proximidades da residência.

Os representantes legais da adolescente e da mãe classificaram o caso como de extrema gravidade e reforçaram a necessidade de medidas mais rígidas para garantir a proteção da jovem e de sua família.

Fonte: Diário do Nordeste.

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