72% dos nordestinos são a favor do fim da escala 6×1, mostra pesquisa Quaest

Junior Santos
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72% dos nordestinos são a favor do fim da escala 6×1, mostra pesquisa Quaest
Foto reprodução: Diário do Nordeste

Pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta segunda-feira (18) mostra que o Nordeste é a região do Brasil com maior apoio ao fim da escala 6×1. Segundo o levantamento, 72% dos nordestinos defendem a mudança no modelo de jornada de trabalho.

O tema ganha força no Congresso Nacional e deve entrar em votação na Câmara dos Deputados no próximo dia 27. A pesquisa ouviu 2.004 pessoas em todo o País entre os dias 8 e 11 de maio.

Mesmo apresentando queda em relação ao levantamento de julho de 2025, quando o apoio no Nordeste chegou a 77%, o índice permaneceu estável na comparação com a pesquisa mais recente, realizada em dezembro do ano passado.

No cenário nacional, 68% dos brasileiros são favoráveis ao fim da escala 6×1, enquanto 22% são contra. O Nordeste foi a única região a registrar percentual acima da média nacional.

Confira os números por região:

Nordeste: 72% a favor e 16% contra;


Sudeste: 66% a favor e 24% contra;

Centro-Oeste/Norte: 66% a favor e 22% contra;

Sul: 63% a favor e 29% contra.

A pesquisa foi encomendada pela Genial Investimentos e realizada por meio de entrevistas presenciais com brasileiros de 16 anos ou mais. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%.

A proposta de mudança na jornada de trabalho tramita na Câmara em diferentes textos. Um deles é o projeto de lei enviado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que prevê redução da carga semanal de 44 para 40 horas, além de dois dias de descanso remunerado por semana, preferencialmente aos sábados e domingos.

O texto também mantém jornadas especiais, como a escala de 12 horas de trabalho por 36 horas de descanso, desde que respeitada a média de 40 horas semanais.

Outra proposta em debate é a PEC 148/2015, do deputado Paulo Paim (PT-RS), que propõe a redução gradual da jornada semanal para 36 horas ao longo de cinco anos, sem redução salarial.

A comissão especial que analisa a proposta deve votar o relatório no dia 26 de maio, um dia antes da previsão de votação no plenário da Câmara.

Fonte: Diário do Nordeste 

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