Risco de disseminação de ebola no mundo é ‘baixo’, diz OMS

Junior Santos
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Foto reprodução: Diário do Nordeste

A Organização Mundial da Saúde (OMS) informou nesta quarta-feira (20) que o risco de disseminação da epidemia de ebola na República Democrática do Congo (RDC) é considerado alto em nível nacional e regional, mas segue baixo no cenário mundial.

A declaração foi feita pelo diretor-geral da entidade, Tedros Adhanom Ghebreyesus, após uma reunião do comitê de emergências da agência da ONU, em Genebra, que debateu o avanço da doença no leste do país africano.

De acordo com a OMS, o atual surto ainda não reúne os critérios necessários para ser tratado como uma emergência de saúde pública internacional. Mesmo assim, a organização continua acompanhando a situação de perto e reforçando medidas de controle para evitar novos casos.

O ebola é uma doença grave, com alta taxa de mortalidade, causada por um vírus transmitido inicialmente por animais selvagens, como morcegos, primatas e porcos-espinhos. Entre humanos, a contaminação ocorre pelo contato direto com sangue, secreções e outros fluidos corporais de pessoas infectadas, além de objetos contaminados.

A doença pode apresentar sintomas entre dois e 21 dias após a infecção. Os sinais iniciais incluem febre, cansaço, dores musculares, dor de cabeça e dor de garganta. Em casos mais graves, o paciente pode desenvolver vômitos, diarreia, dores abdominais, lesões na pele, falência de órgãos e hemorragias internas e externas.

Segundo a OMS, o diagnóstico do ebola pode ser confundido com outras doenças infecciosas, como malária, febre tifoide e meningite, sendo necessários exames laboratoriais específicos para confirmação.

Atualmente, o tratamento envolve suporte intensivo, hidratação e controle dos sintomas. A OMS também recomenda o uso de anticorpos monoclonais, como mAb114 e REGN-EB3, para alguns tipos da doença.

Duas vacinas já foram aprovadas contra o ebola: Ervebo e a combinação Zabdeno/Mvabea. A entidade destaca ainda que ações como vacinação, rastreamento de contatos, monitoramento laboratorial e sepultamentos seguros são fundamentais para conter surtos da enfermidade.

Fonte: Diário do Nordeste

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