Foto reprodução: G1
A viúva de uma das vítimas do tiroteio em massa ocorrido no ano passado na Universidade Estadual da Flórida, nos Estados Unidos, entrou com uma ação judicial contra a OpenAI, empresa responsável pelo ChatGPT. Ela acusa a plataforma de inteligência artificial de ter contribuído para o ataque.
De acordo com a acusação, o autor do crime, Phoenix Ikner, teria utilizado o chatbot para obter orientações sobre o melhor local e horário para causar o maior número de vítimas, além de informações sobre armamento e munições.
Vandana Joshi, viúva de Tiru Chabba uma das duas pessoas mortas no atentado, que também deixou seis feridos afirmou em comunicado divulgado nesta segunda-feira (11) que a empresa tinha conhecimento dos riscos. “Era apenas uma questão de tempo até isso acontecer novamente”, declarou.
A OpenAI negou qualquer responsabilidade. Em nota enviada à agência Associated Press, o porta-voz Drew Pusateri afirmou que o ChatGPT apenas forneceu respostas baseadas em informações públicas disponíveis na internet, sem incentivar ou promover qualquer prática ilegal ou violenta.
O processo foi protocolado no último domingo (10) em um tribunal federal.
Phoenix Ikner responde por duas acusações de homicídio em primeiro grau e várias tentativas de homicídio pelo ataque ocorrido em abril de 2025, no campus da universidade, em Tallahassee, capital da Flórida. O Ministério Público pretende pedir pena de morte. O acusado se declarou inocente.
Além da ação civil, a procuradoria-geral da Flórida já conduz uma investigação criminal para apurar se houve algum tipo de orientação inadequada fornecida pelo aplicativo.
No comunicado divulgado por meio de seu advogado, Vandana Joshi afirmou que a OpenAI colocou “lucros acima da segurança das pessoas” e defendeu que a empresa seja responsabilizada para evitar novas tragédias.
O caso se soma a outras ações judiciais contra empresas de tecnologia e inteligência artificial por possíveis impactos negativos causados por plataformas digitais, especialmente em questões ligadas à segurança e à saúde mental de usuários.
Fonte: G1

