
Foto reprodução: Diário do Nordeste
O influenciador cearense Gleiciano Martins de Sousa, conhecido como “Junior Azevedo” e seguido por cerca de 650 mil pessoas nas redes sociais, voltou a ser alvo das autoridades. O Ministério Público do Ceará (MPCE) solicitou à Justiça a sua prisão preventiva, alegando que ele descumpre de forma recorrente as medidas cautelares impostas anteriormente, entre elas a proibição de acessar redes sociais.
Mesmo sob restrições e utilizando tornozeleira eletrônica, o influenciador segue ativo na internet, onde publica conteúdos diários, inclusive relatos sobre o período em que esteve preso na Casa de Privação Provisória de Liberdade V (CPPL5), em Itaitinga. Em uma das postagens, chegou a descrever situações vividas dentro da unidade prisional, o que, segundo o MP, reforça o desrespeito às determinações judiciais.
Gleiciano é investigado por suposta participação em organização criminosa, estelionato e crimes contra a economia popular, com atuação ligada à divulgação de jogos de azar ilegais, como o chamado “Jogo do Tigrinho”. Ele foi um dos alvos da operação “Quéfren”, que apurou a atuação de influenciadores na promoção dessas plataformas.
De acordo com as investigações, o acusado teria movimentado mais de R$ 5 milhões em poucos meses e desempenhado papel relevante na captação de vítimas e ocultação de valores ilícitos. O MP aponta ainda que ele ostentava uma vida de luxo nas redes sociais, com viagens internacionais, carros de alto padrão e gastos elevados, incluindo mais de R$ 100 mil em procedimentos estéticos.
Para o órgão acusador, o retorno do influenciador ao ambiente digital demonstra que as medidas alternativas à prisão não têm sido suficientes para conter sua atuação. O Ministério Público sustenta que ele utiliza as redes como ferramenta central para a prática dos crimes e até mesmo transforma a tornozeleira eletrônica em elemento de engajamento com seguidores.
A defesa, por outro lado, afirma que não há decisão judicial que determine a prisão no momento e que o investigado tem comparecido aos atos processuais. A advogada sustenta ainda que a liberdade do cliente não representa risco à ordem pública e que o processo segue em andamento, sem decisão definitiva.
Recentemente, um pedido de habeas corpus preventivo foi negado pela Justiça, com o entendimento de que o descumprimento das medidas cautelares pode justificar a decretação da prisão preventiva. Ainda assim, a defesa mantém a expectativa de que a situação seja reavaliada pelo juízo responsável pelo caso.
Fonte: Diário do Nordeste
Influencer que imitou Cauã Reymond pode voltar à prisão
abril 16, 2026
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