
Foto reprodução: Diário do Nordeste
O ex-policial militar Lúcio Antônio de Castro Gomes, conhecido como “Lução”, foi condenado nesta terça-feira (14) pelo assassinato de um empresário e pela tentativa de homicídio contra um vendedor, em Maracanaú. A pena fixada pela Justiça foi de 16 anos, seis meses e quatro dias de prisão. Ele já respondia ao processo preso.
De acordo com a decisão do Conselho de Sentença, Lúcio foi responsável por articular a execução de Kleber de Brito Quirino, além de ter concorrido para que um funcionário do local também fosse atingido durante a ação criminosa. O juiz da 1ª Vara Criminal destacou que, ao contratar o atirador, o réu assumiu o risco de atingir terceiros.
Outros dois policiais militares Gilson Valério da Silva, o “Subvalério”, e Eliézio Ferreira Maia Júnior, o “Gago” também são acusados de participação no crime, mas ainda não foram levados a julgamento. As defesas alegaram insanidade mental, o que levou à suspensão do processo em relação à dupla até a realização de novas perícias.
As investigações apontam que o homicídio pode ter sido encomendado por empresários que disputavam espaço no setor de frigoríficos com a vítima. Segundo apuração, a execução teria sido negociada por R$ 250 mil. Apesar de terem sido investigados, esses empresários não chegaram a ser denunciados por falta de provas.
O crime ocorreu em 20 de dezembro de 2019, dentro de um frigorífico. Um homem armado entrou no local sob o pretexto de procurar emprego e, ao identificar o alvo, efetuou vários disparos. Kleber foi atingido sem chance de defesa e morreu no local. Um funcionário também foi baleado, mas sobreviveu.
As investigações avançaram após o depoimento do pai da vítima, que levantou a hipótese de motivação ligada à concorrência empresarial. Posteriormente, uma testemunha relatou que o executor do crime, Jonathas Ferreira Lima, assassinado dias depois, teria confessado participação no homicídio mediante pagamento.
Segundo o Ministério Público, Lúcio atuava como intermediador do esquema, com apoio dos outros policiais, sendo responsável por contratar o executor e organizar a ação. O plano incluía ainda outros alvos ligados à família da vítima, que não estavam no local no momento do ataque.
Lúcio já possuía antecedentes por outro homicídio em Maracanaú, mas foi absolvido neste caso em 2025. A defesa do ex-policial não foi localizada para comentar a nova condenação.
Fonte: Diário do Nordeste
Ex-PM é condenado por morte de empresário em Maracanaú
abril 16, 2026
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