Europa pode ficar sem combustível de aviação em 6 semanas

Junior Santos
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Europa pode ficar sem combustível de aviação em 6 semanas
Foto reprodução: G1

A escalada do conflito envolvendo o Irã já começa a acender alertas no setor energético global e pode gerar impactos diretos na aviação europeia. Em entrevista à Associated Press nesta quinta-feira (16), o diretor da Agência Internacional de Energia, Fatih Birol, afirmou que a Europa pode enfrentar, em breve, cancelamentos de voos por escassez de combustível de aviação.

De acordo com Birol, caso o bloqueio no Estreito de Ormuz persista, os estoques atuais seriam suficientes para abastecer aeronaves por cerca de seis semanas. A região é uma das principais rotas de transporte de petróleo e gás do mundo, e qualquer interrupção prolongada compromete diretamente o fornecimento global.

O diretor da AIE classificou o cenário como “crítico” e alertou para consequências amplas na economia mundial. Segundo ele, quanto mais tempo durar a crise, maiores serão os impactos sobre o crescimento econômico e a inflação em escala global.

Além da aviação, o bloqueio no fluxo de petróleo e gás deve provocar aumento generalizado nos preços de combustíveis, energia elétrica e gás natural. Birol destacou que nenhum país está imune aos efeitos da crise, embora os mais afetados tendam a ser países em desenvolvimento, especialmente na Ásia, África e América Latina.

No setor aéreo europeu, os reflexos podem ser imediatos. A falta de combustível pode levar à suspensão de rotas entre cidades, afetando diretamente passageiros e companhias aéreas. Birol também criticou a cobrança de taxas para a passagem de embarcações pelo Estreito de Ormuz, medida atribuída ao Irã.

A situação é agravada pelos danos à infraestrutura energética na região do Golfo Pérsico. Segundo a AIE, mais de 80 instalações foram atingidas, sendo que uma parcela significativa sofreu avarias severas. Ao mesmo tempo, dezenas de navios petroleiros e cargueiros de gás natural permanecem parados, à espera de condições seguras para retomar as operações.

A normalização do abastecimento, no entanto, não deve ocorrer rapidamente. Birol avalia que a recuperação completa da produção energética pode levar até dois anos, afastando a perspectiva de uma solução no curto prazo.

Fonte: G1

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