
Foto reprodução:Diário do Nordeste
O Brasil soma 88 casos confirmados de mpox, de acordo com dados atualizados do Ministério da Saúde e das secretarias estaduais. O País também registra dois casos prováveis, 171 suspeitos e nenhum óbito relacionado à doença até esta quarta-feira (25).
Os casos confirmados estão distribuídos em sete unidades da federação. São Paulo concentra o maior número, com 63 registros, seguido por Rio de Janeiro (15), Rondônia (4), Minas Gerais (3), Rio Grande do Sul (2), Distrito Federal (1), Paraná (1) e Santa Catarina (1).
Além das confirmações, autoridades monitoram 171 notificações suspeitas. Parte dos registros já foi descartada após investigação epidemiológica, enquanto dois seguem em análise laboratorial.
Em nota, o Ministério da Saúde informou que mantém monitoramento contínuo da situação e destacou que o Sistema Único de Saúde (SUS) está preparado para atender pacientes com sintomas e identificar precocemente novos casos, com o objetivo de conter a transmissão.
Diagnóstico
O diagnóstico da mpox é realizado por meio de exames laboratoriais, como teste molecular ou sequenciamento genético. O exame é indicado para todos os pacientes com suspeita da doença.
A coleta da amostra é feita, preferencialmente, a partir da secreção das lesões.
Quando as lesões já estão secas, são enviadas as crostas para análise. As amostras são encaminhadas aos laboratórios de referência no Brasil.
Transmissão
A principal forma de transmissão ocorre pelo contato direto pessoa a pessoa, especialmente com lesões na pele, secreções e fluidos corporais, como pus e sangue das feridas. Lesões na boca também podem transmitir o vírus por meio da saliva.
A infecção pode acontecer ainda pelo contato com objetos contaminados, como roupas, toalhas, lençóis e utensílios utilizados por pessoas infectadas.
A transmissão por gotículas respiratórias exige contato próximo e prolongado, o que aumenta o risco entre profissionais de saúde, familiares e parceiros íntimos.
A pessoa infectada pode transmitir o vírus desde o início dos sintomas até a cicatrização completa das lesões e formação de nova camada de pele.
Atualmente, o tratamento dos casos de mpox tem se sustentado em medidas de suporte clínico com o objetivo de aliviar sintomas, prevenir e tratar complicações e evitar sequelas. A maioria dos casos apresenta sinais e sintomas leves e moderados. Não há medicamento aprovado especificamente para mpox.
Fonte- Diário do Nordeste
