
Foto reprodução: Diário do Nordeste
Uma denúncia sobre uma suposta tentativa de sequestro de crianças em Maracanaú, na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF), levou a Polícia Militar do Ceará (PMCE) a um sítio onde foram encontrados indícios de condições de trabalho análogas à escravidão, além da apreensão de armas de fogo. Quatro pessoas foram presas em flagrante na noite da última segunda-feira (26).
Os suspeitos Gustavo Iancovith, 27 anos; Laura Eduarda Christo Flores, 26; Rubia Evanoviti Saviti, 18; e Sandra Batista Ferreira, 53 passaram por audiência de custódia nesta quarta-feira (28). A Justiça Estadual converteu as prisões em flagrante em preventivas. O Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE) informou que o caso tramita em segredo de justiça.
O grupo foi autuado pela Polícia Civil do Ceará (PCCE) pelos crimes de tentativa de sequestro e associação criminosa armada, após moradores do bairro Alto da Mangueira suspeitarem que os envolvidos tentaram levar duas crianças. Segundo relatos, os suspeitos teriam ido repetidas vezes às residências, perguntado pelos pais e tentado se aproximar dos menores. Em um dos casos, uma mulher teria tentado tocar uma criança, sendo impedida pela mãe.
Após a abordagem inicial em Maracanaú, os policiais chegaram a um sítio localizado no distrito de Forquilha, em Pacatuba, onde o grupo residia. No local, foram apreendidas uma espingarda calibre .22 e uma pistola calibre 9 mm com 50 munições, além de R$ 86,9 mil em espécie, um veículo Fiat Uno, aparelhos celulares, perfumes e mercadorias embaladas.
A Polícia Militar relatou ainda ter encontrado um homem exercendo atividades sem remuneração regular e em condições consideradas precárias, além de crianças com acesso limitado a alimentos. Esses elementos levantaram suspeitas de situação análoga à escravidão, que ainda será apurada pelas autoridades competentes.
A defesa dos presos, representada pelo advogado Piero Barbacovi, nega as acusações e afirma que não houve tentativa de sequestro. Segundo o advogado, os investigados atuam de forma lícita como vendedores porta a porta, são primários e colaboraram com as autoridades desde o início. Ele também questiona a legalidade da entrada policial no imóvel e sustenta que as armas apreendidas possuem registro regular.
Após a divulgação do caso, pelo menos outros três pais procuraram a Polícia Civil para relatar situações suspeitas envolvendo vendedores que teriam se aproximado de crianças nas últimas semanas. As investigações seguem sob responsabilidade da Delegacia Metropolitana de Maracanaú, que busca esclarecer os fatos e verificar a existência de outros envolvidos.
Fonte: G1
Polícia encontra armas e indícios de trabalho escravo em sítio no CE
janeiro 29, 2026
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