O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta quinta-feira (5) que sua reeleição no segundo turno das eleições presidenciais de 2026 representou uma vitória não apenas para o Brasil, mas também para o mundo.
Durante declaração, Lula relacionou o resultado eleitoral brasileiro às derrotas políticas enfrentadas pelo primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, e pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que perderam força no Parlamento de seus respectivos países.
“Foi uma vitória não para o Brasil, foi uma vitória para o mundo”, declarou o presidente. Lula também afirmou que o resultado das eleições brasileiras foi uma “lição ao mundo”.
O petista foi reeleito em 25 de outubro, após derrotar Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno, com 51,79% dos votos válidos.
Nos Estados Unidos, o Partido Democrata conquistou a maioria no Senado e também assumiu o controle da Câmara dos Representantes nas eleições de meio de mandato, impondo uma derrota política a Trump. Antes da votação, os republicanos tinham maioria nas duas Casas do Congresso.
Em Israel, a coalizão governista de Netanyahu também perdeu a maioria parlamentar. O bloco do primeiro-ministro conquistou 53 cadeiras, enquanto a oposição obteve 48, em um Parlamento de 120 assentos. Para formar governo, são necessários pelo menos 61 parlamentares.
Lula também fez críticas ao adversário derrotado, Flávio Bolsonaro, que deixou o Brasil e desembarcou em Miami, nos Estados Unidos, após passar pela Argentina.
O presidente chamou o senador de “pé-frio” e ironizou sua chegada ao território americano, associando o episódio à derrota política de Trump.
“Chegou nos Estados Unidos e o Trump perdeu. Foi lá para pegar proteção. Você vai ver a proteção que vai ter”, afirmou Lula, acrescentando que Flávio deverá retornar ao Brasil para responder aos processos que enfrenta.
Flávio deixou o país apesar de uma determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, que havia ordenado a entrega de seus passaportes e o proibido de viajar ao exterior.
Após chegar aos Estados Unidos, o senador divulgou cartas nas redes sociais nas quais contestou o resultado das eleições, levantou suspeitas de fraude e chegou a se apresentar como o “verdadeiro presidente do Brasil”. Posteriormente, alterou a expressão para “líder do Brasil”.
Fonte: G1


