Colombiana morre por eutanásia após disputa judicial por direito ao suicídio assistido

Junior Santos
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Colombiana morre por eutanásia após disputa judicial por direito ao suicídio assistido
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Após anos convivendo com sofrimento intenso, a psicóloga colombiana Catalina Giraldo, de 30 anos, morreu neste mês após aceitar ser submetida à eutanásia, na capital Bogotá. Antes de falecer, ela travou uma batalha na Justiça local para ter acesso ao suicídio assistido, mas o pedido foi negado por falta de regulamentação do procedimento no país.

Diagnosticada com Transtorno Depressivo Maior grave e persistente, transtorno de personalidade borderline e transtorno de ansiedade, a jovem tentou cerca de 40 combinações diferentes de medicamentos, anos de psicoterapia, terapia eletroconvulsiva e infusões de cetamina. As informações são do portal BBC News.

Desde 2019, a psicóloga foi hospitalizada cerca de nove vezes devido a crises agudas e chegou a atentar contra a própria vida em diversas ocasiões.

Exausta devido ao quadro, Catalina fez uma solicitação inédita às autoridades da Colômbia: a autorização para recorrer ao suicídio assistido mecanismo legal que permite que o paciente tenha acesso e administre um medicamento letal, enquanto é acompanhado por médicos.
No entanto, o pedido foi negado. Então, na última quinta-feira (9), a psicóloga aceitou ser submetida à eutanásia conduta pela qual um paciente em estado terminal ou portador de enfermidade incurável pode chegar a uma morte rápida e indolor. Segundo o jornal, Catalina faleceu cercada de familiares em uma clínica da capital colombiana, Bogotá.

Casos de eutanásia

O caso da colombiana é semelhante ao da espanhola Noelia Castillo Ramos, de 25 anos, que, em março deste ano, teve acesso ao procedimento ao obter autorização da Justiça depois de quase dois anos de disputa. Diagnosticada com paraplegia irreversível desde 2022, ela convivia com um quadro clínico irreversível, com dor crônica e sofrimento intenso.

Até os últimos dias de vida, Catalina e seu advogado, Lucas Correa Montoya, travaram uma disputa jurídica para ter direito ao suicídio assistido por médicos. Antes de falecer, ela pediu à Corte Constitucional da Colômbia que julgasse o mérito do seu pedido e “eliminasse as barreiras que ainda existem no sistema de saúde”, conforme comunicou o representante dela.

Segundo a BBB News, o país da América do Sul é um dos que mais avançaram no reconhecimento do direito à morte digna. Somente em 2024, 352 cidadãos recorreram à eutanásia no território colombiano.

No Brasil, tanto a eutanásia quanto o suicídio assistido são considerados ilegais. Em outubro de 2024, o poeta e filósofo Antonio Cícero, aos 79 anos. Membro imortal da Academia Brasileira de Letras (ABL), morreu na Suíça ao ser submetido ao procedimento de morte assistida.

Diagnosticado com Alzheimer, o crítico literário deixou uma carta explicando a decisão. “Espero ter vivido com dignidade e espero morrer com dignidade”, afirmou em um trecho do escrito.

Fonte- Diário do Nordeste

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