Flacidez íntima após emagrecimento: entenda

Junior Santos
0


Flacidez íntima após emagrecimento: entenda
Foto reprodução: G1

O uso das chamadas “canetas emagrecedoras” tem se tornado cada vez mais comum no Brasil e, junto com a perda rápida de peso, médicos têm observado um efeito pouco debatido fora dos consultórios: alterações na região íntima feminina.

Uma das queixas que vêm ganhando espaço é a flacidez da vulva em mulheres que emagrecem de forma acelerada. Especialistas esclarecem que essa mudança não é causada diretamente pelos medicamentos, mas sim pela rapidez com que o corpo elimina gordura.

Segundo ginecologistas, a região vulvar possui tecido adiposo responsável por manter o volume e a sustentação. Quando há emagrecimento rápido, a pele nem sempre consegue acompanhar essa redução, o que pode resultar em aspecto mais flácido. Isso acontece porque, além da gordura, a área depende de colágeno e elastina proteínas que garantem firmeza e elasticidade.

O que muda no corpo com o emagrecimento rápido

A perda de gordura ocorre de maneira generalizada e atinge diversas partes do corpo, inclusive a região genital externa. No caso da vulva, a diminuição do volume pode afetar estruturas de sustentação, deixando a área com aparência menos preenchida.

Essa adaptação varia de pessoa para pessoa e depende de fatores como idade, genética e qualidade da pele. Em mulheres com menor produção de colágeno, por exemplo, a retração tende a ser menos eficiente, favorecendo a flacidez. As regiões mais afetadas costumam ser os lábios maiores e o monte pubiano, por concentrarem mais gordura.

Apesar de ainda haver poucos estudos específicos, profissionais relatam que esse fenômeno já é observado tanto em consultórios ginecológicos quanto na cirurgia plástica.

Vai além da estética

Embora muitas mulheres procurem ajuda por questões visuais, as mudanças podem ir além da aparência. A perda de sustentação pode aumentar a sensibilidade da região e causar desconforto no dia a dia, especialmente ao usar roupas apertadas ou durante atividades físicas.

Também pode haver impacto na autoestima e na vida sexual. Em alguns casos, o emagrecimento rápido interfere na musculatura do assoalho pélvico, responsável pela sustentação dos órgãos da pelve e por funções urinárias e sexuais.

Sem acompanhamento adequado, a perda de peso pode levar à redução de massa muscular, o que pode resultar em desconforto nas relações, diminuição da lubrificação e até escapes urinários.

Quem está mais vulnerável

Os efeitos não são iguais para todas. Alguns fatores aumentam o risco de flacidez na região íntima:

perda de peso significativa em pouco tempo

maior acúmulo de gordura na região pubiana antes do emagrecimento

idade mais avançada

menor elasticidade da pele

Mulheres na pós-menopausa, por exemplo, tendem a apresentar maior flacidez devido à queda natural de colágeno e alterações hormonais.

Quando procurar ajuda médica

Na maioria dos casos, a flacidez vulvar não representa um problema de saúde. Ainda assim,

 é importante buscar avaliação ginecológica se houver:dor ou irritação frequente

desconforto persistente

impacto na vida sexual

ressecamento vaginal

alterações urinárias

A consulta é essencial para diferenciar mudanças naturais do emagrecimento de condições que precisam de tratamento.

O que pode ajudar

Existem hoje diferentes abordagens para lidar com essas alterações, sempre indicadas de forma individualizada:fisioterapia pélvica e exercícios de fortalecimento

procedimentos que estimulam colágeno, como radiofrequência e laser íntimo

preenchimento dos grandes lábios para reposição de volume

cirurgia plástica íntima, quando há interesse

Especialistas reforçam que o processo de emagrecimento deve ser acompanhado por cuidados que preservem a massa muscular e a qualidade da pele, como alimentação equilibrada e prática regular de exercícios físicos.

Fonte: G1

Tags

Postar um comentário

0 Comentários

Postar um comentário (0)

#buttons=(Ok, Go it!) #days=(20)

Our website uses cookies to enhance your experience. Check Now
Ok, Go it!