
Foto reprodução: Diário do Nordeste
Após o fim do contrato com a ArcelorMittal Pecém, a empresa Evsa deve oficializar, na próxima segunda-feira (27), a demissão de ao menos 248 trabalhadores. A informação consta em comunicado interno repassado ao Sindicato dos Metalúrgicos do Ceará (Sindmetal-CE), que conduz as negociações em nome da categoria.
Segundo o sindicato, a medida atinge um total de 398 funcionários vinculados à empresa. Como alternativa, a Evsa propôs a transferência de parte dos empregados para uma unidade em Minas Gerais, com a oferta de 150 vagas. No entanto, a proposta não teve ampla adesão.
O impasse começou após o encerramento do contrato entre as empresas. Ainda de acordo com o Sindmetal-CE, os trabalhadores estão com o pagamento da quinzena em atraso desde o último dia 20.
Em nota aos funcionários, a Evsa alegou não ter condições de quitar imediatamente as verbas rescisórias, atribuindo a situação à falta de repasses financeiros relacionados ao contrato com a ArcelorMittal. A empresa também afirma que havia um acordo para manter as atividades até o fim de maio, mas relata que os serviços foram interrompidos de forma unilateral no dia 7 de abril, com retirada dos trabalhadores e bloqueio de acesso à usina.
Procurada, a Evsa não se manifestou até o momento. Já a ArcelorMittal informou que o contrato foi encerrado devido a descumprimentos por parte da terceirizada. A companhia reforçou que não possui pendências financeiras com a Evsa e que a responsabilidade pelos pagamentos de funcionários e fornecedores é da prestadora de serviços.
Relatos de trabalhadores indicam que, após serem impedidos de acessar o local de trabalho no dia 8 de abril, a categoria passou a cobrar salários atrasados e definições sobre o desligamento. Na quarta-feira (22), cerca de 100 funcionários realizaram um protesto na unidade do Pecém, bloqueando acessos ao local. A mobilização foi encerrada no período da tarde.
A Justiça do Trabalho considerou a manifestação irregular e determinou a liberação dos acessos, sob pena de multa. Mesmo assim, o sindicato afirma que novas mobilizações estão previstas diante da falta de respostas.
A proposta de transferência para Minas Gerais segue sendo uma alternativa, mas enfrenta resistência entre os trabalhadores, que relatam insegurança e dificuldade em aceitar a mudança de estado. Para aqueles que não aderirem, a demissão deverá ser formalizada na próxima segunda-feira.
Fonte: Diário do Nordeste

