
Foto reprodução: G1
Um homem que estava prestes a ser executado no estado do Alabama, nos Estados Unidos, foi poupado da pena de morte após a governadora decidir anular a sentença.
Charles “Sonny” Burton, de 75 anos, havia sido condenado à morte pelo assassinato de um cliente durante um assalto ocorrido em 1991 em uma loja de autopeças na cidade de Talladega. Apesar da condenação, Burton não estava no local no momento em que o disparo foi feito.
Segundo o processo, ele e outros cinco homens participaram do assalto, mas já havia deixado o estabelecimento quando um dos comparsas atirou pelas costas em Doug Battle, cliente que entrou na loja no fim da ação criminosa. Mesmo sem ter efetuado o disparo, a legislação do Alabama permite que cúmplices sejam condenados à pena de morte em determinados casos.
A execução de Burton estava marcada para a noite de quinta-feira (12), por meio de gás nitrogênio. No entanto, a governadora Kay Ivey decidiu comutar a pena para prisão perpétua sem possibilidade de liberdade condicional.
Em comunicado, a governadora afirmou que não poderia autorizar a execução diante das circunstâncias do caso. Segundo ela, seria injusto que um participante do crime fosse executado enquanto o responsável pelos tiros não recebeu a mesma punição.
O autor do disparo, Derrick DeBruce, chegou a ser condenado à morte, mas teve a pena reduzida para prisão perpétua após a Justiça reconhecer falhas na defesa durante o julgamento. Ele morreu na prisão anos depois.
A decisão de poupar Burton também contou com o apelo de Tori Battle, filha da vítima, que tinha nove anos quando o pai foi morto. Em um artigo publicado na imprensa local, ela afirmou que a morte de Burton não traria justiça.
Burton, que atualmente usa cadeira de rodas por problemas de saúde, disse em entrevista que lamenta ter participado do crime e pediu desculpas à família da vítima. Ele afirmou que não matou ninguém, mas reconheceu o erro de ter se envolvido no assalto.
A decisão, no entanto, foi criticada pelo procurador-geral do Alabama, Steve Marshall, que declarou que Burton também tem responsabilidade pela morte de Doug Battle e não deveria receber tratamento diferente por causa da idade ou do tempo que passou no corredor da morte.
Fonte: G1
Execução de americano que não matou vítima é suspensa nos EUA
março 11, 2026
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