
Foto reprodução: Estadão
O câncer de colo do útero continua avançando no Brasil, apesar de ser uma doença prevenível. O alerta foi reforçado durante evento do Março Lilás realizado em São Paulo pela MSD, com apoio da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia e da Sociedade Brasileira de Urologia.
De acordo com o Instituto Nacional de Câncer, o país deve registrar mais de 19 mil novos casos em 2026, alta de 14% em relação ao levantamento anterior. Especialistas defendem a ampliação da vacinação contra o HPV, o fortalecimento do rastreamento e ações permanentes contra a desinformação. A vacina integra o Programa Nacional de Imunizações desde 2014 e é considerada eficaz na prevenção. O HPV está presente em mais de 90% dos casos da doença.
O rastreamento também foi apontado como essencial, especialmente após a incorporação do teste de DNA-HPV ao SUS, método mais sensível para identificar subtipos oncogênicos do vírus.
O HPV não está restrito ao câncer de colo do útero e pode causar tumores de vagina, vulva, ânus, pênis e orofaringe. Representantes da SBU alertaram para o impacto crescente entre homens e a importância da vacinação masculina.
Pesquisa apresentada no evento mostrou desinformação significativa: parte da população desconhece que homens podem ser infectados, que existem mais de 100 tipos de HPV e que a transmissão pode ocorrer mesmo sem sintomas.
A Organização Mundial da Saúde tem como meta eliminar o câncer de colo do útero como problema de saúde pública até 2030. No Brasil, a vacina é oferecida gratuitamente pelo SUS para meninas e meninos de 9 a 14 anos, mas a cobertura permanece abaixo do ideal.
Fonte: Estadão
Câncer do colo do útero avança e especialistas cobram mais vacinação
março 02, 2026
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