
Foto reprodução: G1
Autoridades das Organização das Nações Unidas informaram nesta terça-feira (24) que subiu para 70 o número de mortos após um ataque com drones contra um hospital no Sudão. Entre as vítimas estão mulheres, crianças e profissionais de saúde, à medida que novos corpos continuam sendo retirados dos escombros.
O alvo foi o Hospital Universitário Al Deain, localizado na região de Darfur Oriental, atingido no dia 20 de março. Segundo a Organização Mundial da Saúde, a unidade ficou completamente fora de funcionamento após o bombardeio, comprometendo o atendimento de mais de 2 milhões de pessoas que dependiam do hospital como referência.
De acordo com o escritório de direitos humanos da ONU, o ataque envolveu o uso de drones em uma área controlada pelas Forças de Apoio Rápido, grupo paramilitar que enfrenta o Exército do Sudão desde o início da guerra civil, em abril de 2023.
Ainda conforme a ONU, o uso de drones tem se intensificado no conflito. Somente neste ano, mais de 500 civis morreram em ataques desse tipo, principalmente na região de Kordofan.
Contexto
A organização sudanesa de direitos humanos Emergency Lawyers, que monitora violações durante a guerra, afirma que o ataque ao hospital teria sido realizado pelo exército sudanês. O conflito opõe as forças armadas regulares aos paramilitares das Forças de Apoio Rápido e teve início após o agravamento das tensões entre os dois grupos.
A disputa remonta ao cenário pós-golpe de 2021, quando antigos aliados que haviam atuado juntos na queda do ditador Omar al-Bashir, em 2019 passaram a divergir sobre a incorporação das forças paramilitares ao exército.
Desde então, a guerra já deixou dezenas de milhares de mortos e milhões de deslocados. Atualmente, a ONU classifica a situação no país como a pior crise humanitária do mundo.
Fonte: G1

