Na última quarta-feira (18), o Google anunciou uma nova versão do Gemini capaz de criar músicas por meio de Inteligência Artificial. Batizado de Lyria 3, o modelo permite gerar faixas originais de até 30 segundos com instrumentais, arranjos, vocais e letras em oito idiomas: português, inglês, alemão, espanhol, francês, hindi, japonês e coreano.
O usuário pode descrever estilo, ritmo e clima da música desejada para receber uma faixa pronta ou ainda enviar uma imagem ou vídeo para que o Gemini analise o conteúdo e produza uma trilha sonora compatível com o material. Depois da criação inicial, é possível ajustar elementos da composição. O sistema também cria capas personalizadas para as músicas com a ferramenta Nano Banana.
Segundo o Google, trata-se do “modelo de geração musical mais avançado até o momento”, desenvolvido para que as pessoas possam se expressar e experimentar sons em alta fidelidade a partir de comandos de texto, garantindo fluidez natural entre notas. A empresa afirma que o Lyria 3 foi construído com a colaboração de produtores e músicos, a fim de aprimorar sua compreensão de musicalidade.
As músicas criadas pelo Gemini recebem o SynthID, uma marca d’água invisível que identifica o conteúdo como sintético. A ferramenta está sendo liberada globalmente para usuários maiores de 18 anos.
Em comunicado, o Google informou que está ampliando seus mecanismos de verificação para incluir áudio. Ao enviar um arquivo e questionar se ele foi produzido com o Google AI, o Gemini poderá verificar a presença do SynthID e utilizar seus próprios sistemas de análise para responder.
O recurso já está disponível na versão desktop e deve chegar em breve ao aplicativo do Gemini. Assinantes dos planos Google AI Plus, Pro e Ultra terão limites mais altos de uso.
Segurança e direitos autorais
Em relação à segurança, o Google afirma trabalhar diretamente com artistas para recolher feedback e estabelecer diretrizes que atendam às preocupações do público. A empresa destaca que utiliza processos extensivos de filtragem e rotulagem de dados para reduzir conteúdos prejudiciais e minimizar a chance de letras ofensivas.
A companhia reforça que vê a IA como ferramenta de apoio à criatividade humana, e não como substituta. Também promete aprimorar a qualidade das composições e expandir o número de idiomas em futuras atualizações.
Ainda assim, permanecem questionamentos sobre quais conteúdos foram usados no treinamento do Lyria 3. Em declaração à Billboard, um representante afirmou que o Google considera direitos autorais e contratos com parceiros, e que o modelo é treinado apenas com músicas que o YouTube e o próprio Google têm autorização para utilizar conforme seus termos de serviço, acordos firmados e a legislação vigente, segundo informações divulgadas pela NME.
Fonte: Rolling Stone | Gabriela Nangino
Gabriela Nangino
Gabriela Nangino
Gabriela Nangino
Gabriela Nangino
Gabriela Nangino

