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Endividamento de idosos cresce no Ceará

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Endividamento de idosos cresce no Ceará
Foto reprodução: Diário do Nordeste

 O endividamento da população idosa deixou de ser apenas uma preocupação nacional e passou a revelar impactos concretos no Ceará. O fenômeno reflete a combinação entre envelhecimento acelerado, renda fixa insuficiente e acesso desregulado ao crédito. Estimativas apontam que quase metade dos brasileiros com mais de 60 anos possui algum tipo de dívida. Desse total, cerca de 40% estão inadimplentes, índice superior ao observado entre faixas etárias mais jovens.

No Ceará, embora não existam dados segmentados exclusivamente por idade, o cenário geral é preocupante já que mais de 51,5% dos adultos cearenses encerraram 2025 com dívidas em atraso, o equivalente a 3,4 milhões de pessoas e esse contingente inclui aposentados e pensionistas que dependem de renda fixa mensal. Outro fator crítico é o hábito de emprestar o nome a terceiros, nesse cenário o Ceará lidera esse indicador no país, com 32,1% da população assumindo dívidas de outras pessoas. Entre os idosos, essa prática é ainda mais sensível, muitas vezes motivada por pressão familiar.

Em Fortaleza, mais de 1,2 milhão de pessoas estavam inadimplentes, somando dívidas de aproximadamente R$ 5,9 bilhões. O montante inclui compromissos financeiros assumidos por idosos que vivem exclusivamente de aposentadorias. O contexto demográfico agrava o problema. Dados do Censo 2022 mostram que a população com 65 anos ou mais cresceu 42% em 12 anos no Ceará.

Hoje, esse grupo já representa 10,4% da população estadual. Projeções do IBGE indicam que, até 2070, até 40% dos cearenses poderão ter mais de 60 anos. Além disso, 41% dos lares unipessoais do estado são ocupados por idosos, aumentando a vulnerabilidade econômica. Custos crescentes com saúde e medicamentos pressionam orçamentos limitados. Especialistas alertam ainda para o assédio financeiro e a oferta irresponsável de crédito. O cenário reforça a urgência de políticas públicas voltadas à proteção financeira da população idosa.

Fonte: Diário do Nordeste

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