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Ministros do TCU defendem afastamento do caso Master após novas revelações

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Ministros do TCU defendem afastamento do caso Master após novas revelações
Foto reprodução: G1


Após as mais recentes revelações sobre possíveis fraudes e uma suposta ação coordenada para atacar o Banco Central, ministros do Tribunal de Contas da União (TCU) passaram a defender um afastamento do chamado caso Master. Nos bastidores, a avaliação é de que o tribunal entrou de forma equivocada no tema e acabou transmitindo a imagem de estar mais atento à liquidação do banco do que às irregularidades que podem atingir uma instituição pública e aposentados e pensionistas ligados a fundos de pensão.

O blog ouviu ministros que retornam do recesso na próxima semana. Segundo eles, o plenário do TCU tende a não aprovar uma inspeção técnica para analisar a liquidação do banco Master, sobretudo por se tratar de um caso cercado por disputas políticas e que ainda pode ganhar novos contornos negativos com o avanço das investigações da Polícia Federal.

As recentes revelações sobre a contratação de influenciadores para atacar o Banco Central reforçaram, na avaliação de investigadores, a tese de que houve uma grande operação destinada a proteger o Master e a descredibilizar o processo de liquidação. Para as apurações, isso configuraria uma ação criminosa voltada a beneficiar pessoas acusadas de fraudes bancárias.

O que inicialmente parecia restrito a dois episódios acabou sendo interpretado como uma ofensiva coordenada nas redes sociais contra a Febraban (Federação Brasileira de Bancos) e o próprio Banco Central, o que aumentou a preocupação entre ministros do TCU. A percepção é de que o tribunal deveria manter não apenas distância institucional, mas um afastamento total do caso, considerado cada vez mais explosivo.

As críticas à iniciativa do TCU de pedir uma inspeção sobre a liquidação do banco levaram a um recuo da Corte e à marcação de uma reunião, nesta segunda-feira (12), entre o presidente do tribunal, Vital do Rêgo, e o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo. A decisão do ministro Jonathan de Jesus foi alvo de questionamentos internos e externos, especialmente sobre até onde vai o poder do TCU para interferir em processos de liquidação bancária.

Entre investigadores, há ainda a queixa de que o tribunal concentrou seus questionamentos em quem conduziu a liquidação, e não nas operações irregulares atribuídas ao Master, que podem gerar um prejuízo estimado em R$ 4 bilhões ao banco público BRB e a clientes da instituição liquidada. Técnicos avaliam que o TCU acabou passando a mensagem de estar mais preocupado com o controlador do banco do que com os clientes afetados e com as suspeitas de fraudes bancárias.

Fonte: G1

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