MCs Poze do Rodo e Ryan SP são presos pela PF em operação contra lavagem de dinheiro

Junior Santos
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MCs Poze do Rodo e Ryan SP são presos pela PF em operação contra lavagem de dinheiro
Foto reprodução: Diário do Nordeste

A Polícia Federal (PF) prendeu os MCs Poze do Rodo e Ryan SP em uma megaoperação deflagrada nesta quarta-feira (15) em nove estados do Brasil.

Os cantores eram alvos da Operação Narcofluxo, criada com o objetivo de desarticular uma organização criminosa acusada de lavagem de dinheiro e de fazer transações ilegais de mais de R$ 1,6 bilhão.

Conforme informações do g1, Poze foi detido em um condomínio de luxo no bairro Recreio dos Bandeirantes, no Rio de Janeiro. Já Ryan SP estava em Maresias, no litoral paulista, quando a polícia o localizou.

Ao portal da TV Globo, a defesa de Poze afirmou que desconhece os motivos para o mandado de prisão. “Com acesso aos mesmos (autos), se manifestará na Justiça para restabelecer sua liberdade e prestar os devidos esclarecimentos ao Poder Judiciário”, declarou o advogado Fernando Henrique Cardoso Neves.

Operação Narcofluxo

Segundo a PF, a operação desta quarta-feira decorre de outras investigações sobre um grupo de esquema de lavagem de capitais.

Mais de 200 policiais foram despachados para cumprir 5 mandados de busca e apreensão e 39 de prisão temporária em endereços nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco, Espírito Santo, Maranhão, Santa Catarina, Paraná, Goiás; e no Distrito Federal.

A Polícia identificou que os suspeitos utilizavam um sistema para ocultação e para dissimulação de valores, incluindo operações financeiras de alto valor, transporte de numerário em espécie e transações com criptoativos.

Documentos obtidos pelo portal Terra indicam que o MC Ryan SP utilizava seus 15 milhões de seguidores para justificar o alto patrimônio que possui. O processo ainda conclui que o cantor utilizava a indústria fonográfica e o show business digital para ocultar a dissimular os valores.

A PF também está determinada a cumprir medidas de constrição patrimonial, incluindo o sequestro de bens e a imposição de restrições societárias, com o objetivo de interromper as atividades ilícitas e de preservar ativos para eventual ressarcimento.

Durante o cumprimento das medidas, a corporação afirma que foram apreendidos veículos, valores em espécie, documentos e equipamentos eletrônicos que subsidiarão o aprofundamento das investigações.

Os suspeitos poderão responder pelos crimes de associação criminosa, de lavagem de dinheiro e de evasão de divisas.

Fonte- Diário do Nordeste

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