Ex-PM condenado segue à espera após volta ao Brasil

Junior Santos
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Ex-PM condenado segue à espera após volta ao Brasil
Foto reprodução: Diário do Nordeste

Sete meses após ser extraditado dos Estados Unidos, o ex-policial militar Antônio José de Abreu Vidal Filho ainda não foi transferido para o Ceará, apesar de já existir autorização judicial para o recambiamento. Condenado a mais de 200 anos de prisão por participação na Chacina do Curió, ele também recebeu pena de 16 meses de prisão pela Justiça norte-americana por mentir em um processo de asilo.

A extradição ocorreu em setembro de 2025, quando o réu desembarcou em Minas Gerais e foi preso pela Polícia Federal ao chegar ao Aeroporto de Confins. Desde então, ele permanece custodiado no Presídio de Jaboticatubas, aguardando transferência para o Ceará estado onde ocorreram os crimes e onde tramita a execução penal.

A demora no recambiamento passou a ser questionada pelo juiz da 1ª Vara do Júri de Fortaleza, que solicitou informações urgentes sobre a situação prisional do condenado. Ainda não há definição oficial sobre qual unidade prisional deve recebê-lo no estado.

A defesa sustenta que a permanência fora do Ceará viola a Lei de Execução Penal e a Constituição Federal, e defende que o ex-PM seja encaminhado ao Presídio Militar, em Fortaleza. No entanto, a Polícia Militar do Ceará informou que, como o réu já foi excluído da corporação, ele não deve cumprir pena em unidade militar.

Mesmo antes da extradição, Vidal já figurava na lista de Difusão Vermelha da Interpol. Ele teria ingressado nos Estados Unidos após prestar informações falsas às autoridades americanas, omitindo condenações e prisão no Brasil.

Pela participação na chacina, que deixou 11 mortos em 2015, Antônio José foi inicialmente condenado a 275 anos e 11 meses de prisão. Em segunda instância, a pena foi reduzida para 238 anos, três meses e 15 dias. Outros três policiais militares também foram condenados, com penas que, somadas, ultrapassam mil anos de prisão.

Além desse processo, o ex-policial responde a outras ações na Justiça cearense, incluindo uma condenação por deserção e outra por descumprimento de obrigações funcionais enquanto ainda integrava a corporação.

Fonte: Diário do Nordeste

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