
Foto reprodução: Diário do Nordeste
O fenômeno foi provocado pela força dos ventos do ciclone, que levantaram grandes quantidades de poeira do solo local uma área conhecida por ser rica em minerais, especialmente ferro. Esse material se acumulou ao longo de milhões de anos devido às características geológicas da região australiana, marcada por solos áridos e altamente mineralizados.
Ao serem lançadas na atmosfera, as partículas finas de poeira passaram a interferir diretamente na forma como a luz solar se propaga. Pela física da dispersão da luz semelhante ao que ocorre no pôr do sol os comprimentos de onda mais curtos (como azul e violeta) são espalhados, enquanto os tons mais quentes, como vermelho e laranja, tornam-se predominantes, intensificados pela presença do ferro.
O resultado foi a formação de uma espécie de “névoa” avermelhada que encobriu o céu e reduziu a visibilidade em algumas áreas. Imagens registradas no momento mostram paisagens inteiras tingidas de vermelho, criando um cenário incomum e, para muitos, impressionante.
Especialistas apontam que esse tipo de fenômeno não é inédito na Austrália Ocidental, mas tende a ocorrer em situações específicas, quando há combinação de solo seco, alta concentração de poeira mineral e eventos climáticos extremos, como ciclones. Além do impacto visual, episódios assim podem afetar temporariamente a qualidade do ar, exigindo atenção de moradores, especialmente pessoas com problemas respiratórios.
Fonte: Diário do Nordeste

