
Foto reprodução: Diário do Nordeste
O sedentarismo entre adolescentes, marcado pelo tempo prolongado em atividades como assistir TV ou usar celular, computador e videogame, é mais frequente entre estudantes da rede privada no Ceará do que entre os da rede pública.
A conclusão é da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, que analisa hábitos e fatores de risco à saúde de jovens de 13 a 17 anos em todo o país.
De acordo com o levantamento, 57,7% dos alunos de escolas particulares no Ceará passam mais de três horas por dia sentados sem contar o tempo em aula ou deslocamento. Na rede pública, o percentual é menor, chegando a 38,8%. Esse padrão se repete em nível nacional, onde o sedentarismo atinge 58,5% dos estudantes da rede privada e 41,9% da pública.
O estudo também mostra diferenças por gênero. No Ceará, os meninos apresentam leve índice maior de sedentarismo (41,3%) em comparação às meninas (40,9%). Já no cenário nacional, ocorre o inverso: 45,1% entre meninas e 44% entre meninos.
Nas capitais brasileiras, mais da metade dos estudantes da rede privada é considerada sedentária. O maior índice foi registrado em Recife (63,8%). Em Fortaleza, 57,4% dos alunos da rede privada permanecem mais de três horas por dia sentados, contra 48,3% da rede pública.
Segundo o IBGE, esse comportamento precoce pode trazer impactos graves no futuro, aumentando o risco de doenças cardiovasculares, câncer e mortalidade geral, conforme alertas da Organização Mundial da Saúde.
Especialistas apontam que o maior acesso a dispositivos eletrônicos e mudanças no estilo de vida das famílias de maior renda ajudam a explicar os índices mais elevados na rede privada. O excesso de telas e a menor frequência de atividades ao ar livre têm substituído práticas físicas comuns no passado.
Além dos efeitos físicos, como sobrepeso, diabetes tipo 2 e hipertensão em idades cada vez mais precoces, o sedentarismo também afeta a saúde mental. O isolamento e a exposição constante a padrões estéticos nas redes sociais podem contribuir para quadros de ansiedade, depressão e baixa autoestima entre os jovens.
Fonte: Diário do Nordeste

