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Suzane Richthofen assume gestão de herança do tio

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Suzane Richthofen assume gestão de herança do tio
Foto reprodução: G1

Condenada a 39 anos de prisão por ser mandante do assassinato dos próprios pais, Suzane von Richthofen foi nomeada pela Justiça de São Paulo como inventariante do espólio do tio, o médico Miguel Abdalla Netto, encontrado morto em janeiro deste ano. O patrimônio deixado por ele é estimado em cerca de R$ 5 milhões.

Na decisão, a juíza Vanessa Vaitekunas Zapater, da 1ª Vara da Família e Sucessões, afirmou que o histórico criminal de Suzane não foi considerado no processo de inventário. Segundo a magistrada, diante da ausência de manifestação de interesse do outro herdeiro, ela é a única pessoa apta a exercer a função. “Esclareço que o histórico criminal da herdeira não tem relevância jurídica nestes autos”, destacou. As informações são do portal g1.

Suzane disputava a administração do inventário com Silvia Magnani, prima de primeiro grau do médico e companheira dele por mais de dez anos. Ambas solicitaram à Justiça o direito de gerir os bens até a conclusão da partilha. O cenário pode mudar caso seja localizado algum testamento.

Pela legislação brasileira, metade da herança pode ser destinada livremente por testamento, enquanto a outra metade é reservada aos herdeiros legais. Como Miguel não tinha filhos, pais ou irmãos vivos, os sobrinhos têm prioridade na sucessão em relação aos primos. Na ausência de testamento, a herança, em tese, ficaria com Suzane e o irmão dela, Andreas von Richthofen.

A nomeação como inventariante não torna Suzane automaticamente herdeira. Ela passa a ser responsável pela administração dos bens como imóveis, contas bancárias e um veículo sob fiscalização judicial, sem autorização para vender ou transferir patrimônio.

Miguel Abdalla Netto era irmão de Marísia, mãe de Suzane, e chegou a ser tutor de Andreas após o assassinato dos pais dos irmãos Richthofen. A relação entre eles, no entanto, foi rompida anos depois.

O médico foi encontrado morto dentro de casa, no bairro Campo Belo, zona sul da capital paulista, na madrugada de 10 de janeiro. Um vizinho estranhou a falta de contato por cerca de dois dias, subiu no muro da residência e avistou o corpo sentado em uma poltrona. O cadáver estava em avançado estado de decomposição. A Polícia Civil investiga o caso como morte suspeita e aguarda laudos periciais. O Instituto Médico Legal apontou como principal hipótese um infarto fulminante, devido ao inchaço do coração e à ausência de sinais aparentes de violência.

A disputa também envolve o imóvel onde Miguel morava. Tanto Silvia quanto Suzane procuraram, em ocasiões distintas, o vizinho que guarda a chave da casa. Ele afirmou que só entregará o acesso mediante ordem judicial.

Durante os anos em que conviveu com Silvia, Miguel demonstrava desconfiança em relação à sobrinha e temia possíveis manobras para acesso ao patrimônio da família, inclusive aos bens de Andreas, que herdou sozinho cerca de R$ 10 milhões após Suzane ter sido considerada indigna de receber a herança dos pais. Esse receio voltou à tona quando ela tentou liberar o corpo do tio, alegando agir para proteger os bens do irmão, tentativa que não teve êxito.

Fonte: G1

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