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Armas nucleares: quem possui e por que o mundo pode mudar

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Armas nucleares: quem possui e por que o mundo pode mudar
Foto reprodução: G1

Os Estados Unidos e a Rússia concentram, juntos, cerca de 90% de todas as ogivas nucleares existentes no mundo. Apesar disso, as duas potências estão atualmente sem um acordo que limite seus arsenais, após o vencimento, nesta semana, do tratado New START. A ausência do pacto reacende preocupações sobre uma nova corrida armamentista nuclear em escala global.

De acordo com levantamento divulgado em janeiro de 2025 pelo Instituto Internacional de Pesquisa da Paz de Estocolmo (Sipri), outros sete países também possuem armas nucleares. O instituto, referência mundial no monitoramento de armamentos, estima o número de ogivas de cada nação, conforme apresentado em infográfico.

Especialistas ouvidos pelo g1 afirmam que o New START funcionava como “o último freio” para conter a escalada nuclear entre grandes potências. Com o fim do tratado e sem um novo mecanismo de controle, cresce o temor de que o cenário internacional de segurança, cada vez mais instável, incentive outros países a buscarem acesso a armas atômicas.

Na Europa, o chanceler da Alemanha, Friedrich Merz, declarou recentemente no Parlamento alemão que líderes da União Europeia discutem o futuro da política nuclear da Alemanha e do próprio bloco. O debate reflete a preocupação com o equilíbrio estratégico em meio às tensões globais.

No Oriente Médio, a Arábia Saudita teria firmado uma aliança militar com o Paquistão, prevendo acesso às armas nucleares paquistanesas em caso de ataque ao território saudita. Segundo Gunther Rudzit, professor de Relações Internacionais da ESPM e convidado da Unifa, o acordo representa um dos primeiros exemplos concretos dessa nova dinâmica de corrida armamentista.

Na Ásia, integrantes do partido da primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, sugeriram em dezembro que o país deveria considerar a posse de armas nucleares. Além disso, Coreia do Sul, Polônia e Ucrânia também manifestaram recentemente interesse em desenvolver ou obter esse tipo de armamento, ampliando os alertas sobre a proliferação nuclear no cenário internacional.

Fonte: G1

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