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| Foto reprodução: Agência Publica |
As reações variam de sintomas mais comuns, como náuseas e diarreia, até quadros graves descritos como “experiência de morte iminente”. A Anvisa ressalta que monitora notificações de segurança de todos os medicamentos comercializados no país, não apenas dos chamados agonistas de GLP-1, classe das chamadas canetas emagrecedoras. Esses medicamentos são indicados principalmente para o tratamento do diabetes tipo 2, obesidade e esteatose hepática. Eles atuam imitando o hormônio GLP-1, responsável por regular os níveis de açúcar no sangue e promover sensação de saciedade ao retardar o esvaziamento gástrico.
Entre as substâncias monitoradas estão a semaglutida, comercializada como Ozempic e Wegovy, além da liraglutida, da dulaglutida e da tirzepatida, vendida como Mounjaro. O levantamento não diferencia casos envolvendo produtos adquiridos regularmente em farmácias, com prescrição médica, de situações de uso sem acompanhamento profissional ou de medicamentos irregulares. Anteriormente, a agência havia informado que apurava seis mortes associadas a casos de pancreatite entre 2020 e 2025.
Ao considerar todos os óbitos em análise no sistema de farmacovigilância, o número de registros suspeitos é mais de dez vezes maior. A pancreatite é uma inflamação do pâncreas que pode comprometer funções essenciais do organismo, como a digestão e o controle glicêmico. Entre 2023 e 2025, cerca de 1% das notificações envolveu eventos considerados graves.
Nesse grupo estão casos de pancreatite, astenia caracterizada por fraqueza persistente e episódios classificados como sensação de morte iminente. Ao todo, foram registradas 71 ocorrências graves nesse período. A Anvisa esclarece que uma única notificação pode relatar mais de um evento adverso. Nos últimos três anos, quando as quatro substâncias estavam disponíveis no mercado brasileiro, a semaglutida concentrou 69% das notificações. Já a liraglutida e a tirzepatida responderam por 15% cada.
Há poucos dias, a agência emitiu nota alertando sobre os riscos de pancreatite aguda associados ao uso das canetas emagrecedoras. A investigação segue em andamento no sistema de farmacovigilância, enquanto a Anvisa reforça a importância do uso desses medicamentos com prescrição e acompanhamento médico.
Fonte: Agencia Publica

