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UpScrolled: a rede que explodiu após venda do TikTok nos EUA

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UpScrolled: a rede que explodiu após venda do TikTok nos EUA
Foto reprodução: G1

Após a conclusão da venda da operação do TikTok nos Estados Unidos, anunciada na quinta-feira (22), e em meio a denúncias de censura a críticas ao governo americano, outras redes sociais passaram a registrar forte aumento no número de downloads no país.

A principal beneficiada até agora é o UpScrolled, plataforma australiana que combina características do Instagram e do X (antigo Twitter). O aplicativo alcançou a quarta colocação entre os mais baixados da App Store americana. Entre quinta e sábado (24), a rede teve média de 14 mil downloads diários volume 29 vezes superior ao registrado antes do episódio, segundo dados da Appfigures obtidos pelo site The Verge.

Lançado em 2025, o UpScrolled permite o compartilhamento de fotos, vídeos e textos, além da troca de mensagens entre usuários. A plataforma ganhou projeção após o TikTok fechar acordo com investidores não chineses para criar uma empresa responsável pela operação nos EUA, atendendo a uma determinação do governo americano, que classificou a rede como risco à segurança nacional. Pelo acordo, a ByteDance ficará com 19,9% da operação, enquanto um consórcio de empresas incluindo a americana Oracle controlará 80,1%.

O crescimento acelerado do UpScrolled chegou a provocar instabilidade no serviço. “Vocês chegaram tão rápido que nossos servidores não aguentaram”, publicou a empresa na segunda-feira (26). A rede social foi criada por Isaam Hijazi, empresário com cidadania palestina, jordaniana e australiana, e se apresenta como um espaço “sem filtros”.

A empresa afirma que a plataforma foi desenvolvida para ser imparcial, sem ocultar conteúdos e com algoritmos considerados justos, que não favorecem determinados grupos ou publicações. Segundo o UpScrolled, os usuários podem visualizar postagens em ordem cronológica, diferentemente de concorrentes que utilizariam sistemas complexos e manipuláveis.
Investigação sobre o TikTok

Em meio à polêmica, o governador da Califórnia, Gavin Newsom, anunciou na terça-feira (27) a abertura de uma investigação contra o TikTok. A decisão ocorreu após relatos de dificuldades para publicar conteúdos críticos ao presidente Donald Trump, especialmente após a morte do enfermeiro Alex Pretti, baleado por agentes do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE) durante um protesto em Minneapolis.

Usuários relataram que vídeos sobre o caso não eram publicados ou tinham alcance reduzido, além de passarem por moderação de conteúdo. “É hora de investigar. Estou abrindo uma apuração para saber se o TikTok está violando a lei do estado ao censurar críticas a Trump”, afirmou Newsom em suas redes sociais.

O TikTok declarou que os problemas foram causados por uma “falha em cascata dos sistemas” após um corte de energia e negou qualquer motivação política. Ainda assim, jornalistas e artistas reforçaram as acusações. O especialista David Leavitt afirmou no X que a plataforma estaria censurando conteúdos anti-Trump e anti-ICE, enquanto a cantora Billie Eilish disse que “o TikTok está silenciando as pessoas”, ao comentar a baixa visibilidade de uma publicação do irmão, Finneas O’Connell, sobre o caso.

Segundo o gabinete de Newsom, há indícios confirmados de que conteúdos críticos ao presidente teriam sido suprimidos após a venda da operação do TikTok a um grupo empresarial alinhado a Trump.

Fonte: G1

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