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Dormir tarde eleva risco de infarto e AVC em mulheres

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Foram avaliados dados de mais de 300 mil adultos do UK Biobank, um grande banco de informações de saúde do Reino Unido

Foto reprodução: G1

 

Se você costuma virar a noite, produz mais depois que escurece ou só sente que consegue trabalhar de verdade quando tudo está em silêncio, é bom ligar o sinal de alerta. Esse hábito pode estar pesando na saúde do coração especialmente entre as mulheres.

Um estudo publicado no Journal of the American Heart Association indica que pessoas mais ativas à noite apresentam piores indicadores de saúde cardiovascular do que aquelas que concentram suas atividades durante o dia. O impacto negativo, segundo a pesquisa, foi mais intenso no público feminino.
O que o estudo analisou

Os pesquisadores partiram do conceito de cronotipo, que define a preferência natural de cada pessoa por determinados horários de sono e atividade. O foco do trabalho foram os chamados indivíduos noturnos.

Foram avaliados dados de mais de 300 mil adultos do UK Biobank, um grande banco de informações de saúde do Reino Unido. Cerca de 8% dos participantes se declararam “definitivamente vespertinos”, ou seja, pessoas que dormem e acordam mais tarde, com maior rendimento à noite. Já os “definitivamente matutinos”, que acordam e dormem cedo, representaram aproximadamente 24%.

Para comparar a saúde do coração desses grupos, os pesquisadores analisaram fatores como alimentação, prática de atividade física, tabagismo, qualidade do sono, peso corporal, níveis de colesterol e glicemia, além da pressão arterial.

Os resultados mostraram que os noturnos tiveram 79% mais chance de apresentar uma pontuação geral ruim de saúde cardiovascular em relação aos diurnos. Ao longo de um acompanhamento médio de 14 anos, o risco de infarto ou AVC foi 16% maior entre quem tinha preferência pela noite. Quando os dados foram separados por gênero, as mulheres noturnas apresentaram os piores resultados.
Por que dormir tarde aumenta o risco?

De acordo com os autores, parte do problema está ligada aos comportamentos associados à rotina noturna. Pessoas que rendem mais à noite tendem a dormir menos ou de forma irregular, fumar mais e manter uma alimentação de pior qualidade fatores que afetam diretamente o coração.

“O cronotipo vespertino costuma estar associado a um desalinhamento circadiano, quando o relógio biológico não acompanha o ciclo natural de luz e escuridão nem as rotinas sociais”, explica Sina Kianersi, pesquisador do Brigham and Women’s Hospital e da Harvard Medical School. Esse descompasso aumenta a chance de hábitos prejudiciais à saúde cardiovascular.

Apesar dos achados, os especialistas ressaltam que ser noturno não é uma sentença. Kristen Knutson, da American Heart Association, destaca que grande parte do risco está ligada a fatores modificáveis. Ou seja, mesmo quem prefere dormir tarde pode reduzir os danos adotando hábitos saudáveis, cuidando do sono e evitando o tabagismo.

Fonte: G1


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