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O Ceará vive um momento delicado em relação às suas reservas hídricas. Levantamento recente aponta que mais da metade dos açudes monitorados no estado apresenta volumes abaixo do considerado seguro, indicando um cenário de alerta para o abastecimento nos próximos meses. Mesmo após o encerramento da quadra chuvosa, os níveis seguem baixos em grande parte dos reservatórios.
De acordo com informações do Portal Hidrológico do Ceará, mantido pela Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme), dos 144 açudes acompanhados, 75 operam com menos de 50% da capacidade total. Esse quadro representa impactos diretos no fornecimento de água para a população, além de afetar atividades como a agricultura e a criação de animais.
A situação se agrava em 43 reservatórios que acumulam menos de 30% do volume, o equivalente a cerca de 30% do total de açudes do estado. Em contrapartida, apenas 26 reservatórios cerca de 18% apresentam níveis superiores a 70%, número considerado baixo diante das necessidades hídricas do Ceará.
Nenhum açude está em sangria no estado, reflexo da irregularidade das chuvas ao longo do período chuvoso. O açude Caldeirões, localizado em Saboeiro, na bacia do Alto Jaguaribe, é o único que supera 90% da capacidade, destacando-se em meio ao cenário geral de escassez.
O quadro reforça a fragilidade hídrica do Ceará e evidencia a importância de medidas permanentes de gestão dos recursos hídricos, além do uso racional da água. Especialistas alertam que, caso não haja recargas significativas nos próximos meses, municípios do interior poderão enfrentar medidas mais rigorosas de controle e racionamento no abastecimento.

