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Irã ameaça retaliar bases dos EUA em países vizinhos após alertas de intervenção

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Irã ameaça retaliar bases dos EUA em países vizinhos após alertas de intervenção
Foto reprodução: CNN Brasil


O Irã alertou países do Oriente Médio que hospedam bases militares dos Estados Unidos de que responderá com ataques diretos caso Washington avance com qualquer tipo de intervenção no país em meio aos protestos contra o regime. A advertência foi feita por um alto funcionário iraniano à agência Reuters nesta quarta-feira (14).

Segundo três diplomatas ouvidos pela agência, militares americanos receberam orientação para deixar temporariamente a Base Aérea de Al Udeid, no Catar, considerada estratégica para as operações dos EUA na região. A medida foi descrita como um ajuste preventivo de postura, e não como uma retirada formal de tropas, sem sinais de movimentação em larga escala, como a registrada antes do ataque iraniano com mísseis no ano passado.

As tensões aumentaram após declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que vem ameaçando intervir no Irã em apoio aos manifestantes. Em entrevista recente, Trump afirmou que adotará “ações muito fortes” caso o regime iraniano execute participantes dos protestos, além de incentivar a população a manter as mobilizações. Uma avaliação do governo israelense indica que o presidente americano já decidiu intervir, embora ainda não estejam definidos o momento e o alcance da ação.

Uma fonte iraniana, sob condição de anonimato, afirmou que Teerã comunicou a países como Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Turquia e Catar que bases americanas nesses territórios serão alvo de retaliação se os EUA atacarem o Irã. A mesma fonte informou que os contatos diretos entre o chanceler iraniano, Abbas Araqchi, e o enviado especial americano, Steve Witkoff, foram suspensos.

Israel acompanha de perto o cenário. Segundo um funcionário do governo, o gabinete de segurança do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu foi informado sobre a possibilidade de colapso do regime iraniano ou de uma intervenção militar americana. No ano passado, Israel e Irã protagonizaram um conflito de 12 dias, que contou com a entrada dos EUA na fase final.

A mídia estatal iraniana informou que autoridades de alto escalão mantiveram conversas com representantes do Catar, Emirados Árabes Unidos e Turquia, reforçando a disposição de Teerã em defender sua soberania diante de qualquer interferência externa.

Enquanto isso, a repressão aos protestos segue intensa. A organização de direitos humanos HRANA afirma ter confirmado mais de 2.400 mortes e mais de 18 mil prisões desde o início das manifestações, embora o fluxo de informações seja limitado por bloqueios à internet. Grupos independentes também relatam possíveis execuções de manifestantes detidos, informações que ainda não puderam ser verificadas de forma independente.

As autoridades iranianas acusam Estados Unidos e Israel de instigar os protestos e classificam os participantes como terroristas. O chefe do Judiciário do país defendeu julgamentos rápidos e punições severas para os envolvidos em atos de violência.

No plano econômico, Trump anunciou tarifas de 25% sobre produtos de países que mantenham negócios com o Irã, além de o Departamento de Estado recomendar que cidadãos americanos deixem o país imediatamente. O presidente dos EUA afirmou que a opção militar está entre as alternativas consideradas para responder à repressão promovida pelo regime iraniano.

Fonte: CNN Brasil

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