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Falta de memória RAM ameaça elevar preços de eletrônicos e veículos no Brasil

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Falta de memória RAM ameaça elevar preços de eletrônicos e veículos no Brasil
Foto reprodução: G1

 

Se você está pensando em trocar de celular, notebook ou outro eletrônico, é melhor se preparar: especialistas alertam que esses produtos podem ficar mais caros a partir de 2026. O motivo é a chamada crise da memória RAM, um componente fundamental para o funcionamento de dispositivos tecnológicos, que começa a faltar no mercado global.

No centro desse cenário está o avanço acelerado da inteligência artificial. Para atender à forte demanda por sistemas de IA, fabricantes de chips têm direcionado investimentos e linhas de produção para componentes mais modernos, usados em grandes data centers. Com isso, diminuiu a oferta de memórias tradicionais, amplamente utilizadas em eletrônicos de consumo.

A memória RAM, sigla para Random Access Memory, é responsável por armazenar temporariamente os dados que o aparelho está utilizando naquele momento. É ela que permite abrir aplicativos, rodar jogos e alternar entre tarefas com rapidez. Diferentemente do armazenamento interno, como HD ou SSD, a RAM não guarda informações permanentemente: ao desligar o aparelho, tudo o que estava nela é apagado.

Quanto maior a capacidade de RAM, medida em gigabytes (GB), melhor tende a ser o desempenho do dispositivo. Um smartphone com 12 GB, por exemplo, consegue executar mais aplicativos simultaneamente do que outro com apenas 3 GB. Além de celulares e computadores, esse tipo de memória está presente em TVs inteligentes, tablets, videogames, relógios inteligentes, carros, impressoras e até aspiradores robô.

Atualmente, a produção global de memória RAM é dominada por três empresas: Samsung e SK Hynix, da Coreia do Sul, e Micron, dos Estados Unidos. Segundo especialistas do setor, essas fabricantes passaram a priorizar memórias mais avançadas, voltadas ao uso em inteligência artificial, por serem mais rentáveis. Como consequência, a fabricação de modelos mais antigos, como a DDR4, foi reduzida.

O problema é que a DDR4 ainda equipa grande parte dos dispositivos de entrada e intermediários. Com menos unidades disponíveis, dois efeitos principais já são esperados: o aumento dos preços e a oferta de produtos com menos memória do que o ideal. Um exemplo recente mostra a dimensão do impacto: um módulo de memória DDR4 de 16 GB, que custava cerca de R$ 650 em novembro, passou a ser vendido por mais de R$ 1.500 poucas semanas depois uma alta superior a 140%.

No Brasil, o impacto pode ser ainda maior devido a fatores como variação cambial, impostos e custos logísticos. Especialistas apontam que os consumidores devem sentir principalmente nos modelos mais acessíveis, que dependem justamente desse tipo de memória.

Além disso, fabricantes podem passar a manter preços semelhantes aos atuais, mas com configurações mais simples. Ou seja, o consumidor pagaria o mesmo valor por um aparelho com menos desempenho.

E a crise não se limita apenas à memória RAM. Outros tipos de memória, como HDs, SSDs e até a High Bandwidth Memory (HBM), usada em sistemas avançados de IA, já começam a registrar aumentos de preço. Dados de mercado indicam que alguns segmentos mais do que dobraram de valor neste ano.

Quanto ao fim da crise, não há consenso. Especialistas estimam que os efeitos podem se estender de 2026 até, pelo menos, 2027 ou 2029. O cenário ainda é considerado incerto, já que o crescimento da inteligência artificial é recente e continua acelerado. Enquanto isso, o setor de tecnologia e também áreas como a indústria automotiva deve seguir enfrentando desafios de oferta e custos nos próximos ano

Fonte: G1

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