
Foto reprodução: Diario do Nordeste
De acordo com o levantamento, Maranguape que possui cerca de 108 mil habitantes registrou 87 homicídios em 2024, o que resultou em uma das maiores taxas de mortes violentas do país. Já em 2025, entre janeiro e novembro, foram contabilizados 100 homicídios, conforme dados parciais da SSPDS, representando um aumento de 17,6% em relação ao ano anterior.
Na lista de mais procurados estão Johnathan Amaro Cabral, conhecido como “Bodó”, de 35 anos, apontado como homicida e integrante de organização criminosa, considerado de alta periculosidade, e Vinícius da Silva Oliveira, de 32 anos, conhecido como “MT”, “Mortadela” ou “Maguinho”, descrito como homicida e traficante, também classificado como perigoso pelas autoridades.
Informações que possam levar à localização dos suspeitos podem ser repassadas de forma anônima por meio do Disque-Denúncia, pelo telefone 181. As defesas dos dois investigados não foram localizadas para comentar a inclusão dos nomes na lista.
Disputa entre facções
Segundo apuração junto à Polícia Civil do Ceará (PCCE), “Bodó” é apontado como a principal liderança da facção Comando Vermelho (CV) em Maranguape, com suspeita de estar escondido no Rio de Janeiro, estado de origem da organização criminosa. Já “Mortadela” teria integrado anteriormente o CV e a facção Guardiões do Estado (GDE), mas atualmente seria a principal liderança do Terceiro Comando Puro (TCP) no município.
O Anuário Brasileiro da Segurança Pública destaca que Maranguape, assim como outras cidades cearenses, vive uma disputa violenta entre facções, especialmente o CV e a GDE. Em junho de 2025, parte dos integrantes da GDE teria migrado para o TCP após sucessivos ataques do Comando Vermelho em diferentes regiões do Ceará.
As investigações apontam que “Bodó” e “Mortadela” seguem ordenando homicídios relacionados à guerra entre facções criminosas que disputam o controle do território.
Fichas criminais extensas
Johnathan Amaro Cabral responde por pelo menos seis homicídios e por crimes como integrar organização criminosa, associação criminosa, receptação e porte ilegal de arma de fogo. Em 28 de novembro, ele foi denunciado pelo Ministério Público do Ceará (MPCE) por organização criminosa, tráfico de drogas, associação para o tráfico e incêndio.
Segundo a denúncia, “Bodó” teria ordenado o incêndio de um ônibus na CE-065, em 18 de julho, quando integrantes da facção interceptaram o veículo e fizeram funcionários reféns. As investigações indicam ainda que ele lidera um grupo responsável pelo tráfico de maconha e cocaína no bairro Tabatinga, em Maranguape.
Já Vinícius da Silva Oliveira responde por dois homicídios, além de tráfico de drogas, associação para o tráfico, organização criminosa, porte ilegal de arma de fogo e corrupção de menores. Em junho de 2024, ele também foi denunciado pelo MPCE após interceptações telefônicas, autorizadas pela Justiça, revelarem sua ligação com outros criminosos e o planejamento de ações ilícitas.
Fonte: Diário do Nordeste
