Denúncias apontam que os Correios entregavam as correspondências na associação do bairro, e não no logradouro indicado. Com isso, os consumidores deveriam se dirigir à associação e procurar pessoalmente as correspondências, que ficavam expostas à violação por terceiros ou a extravio. A paralisação da entrega das correspondências nas residências causou transtornos para mais de 37 mil habitantes do Bom Jardim.
Os Correios alegam que deixaram de entregar as correspondências em determinados logradouros do bairro devido aos constantes assaltos sofridos pelos carteiros durante a distribuição e que a Polícia Militar está adotando providências para coibir os delitos. Informou também que, de forma gradativa, a empresa está entregando as correspondências no Bom Jardim.
Segundo o Decon, o problema da segurança não exime a responsabilidade da empresa em efetuar a entrega das correspondências, tendo em vista que o serviço postal é prestado em caráter de exclusividade pela ECT, sendo de suma importância que todos os usuários recebam suas correspondências domiciliares de forma ininterrupta e intacta. A empresa infringiu os artigos 6º, 14, 20 e 39 do Código de Defesa do Consumidor.
Fonte: Assessoria de Comunicação do Ministério Público - Ceará
