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Cearenses transformaram quintais em negócios lucrativos na Serra da Ibiapaba

Junior Santos
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Cearenses transformaram quintais em negócios lucrativos na Serra da Ibiapaba
Foto reprodução:

Prosperar no meio rural não é uma tarefa simples. A agricultura de subsistência, em pequenas propriedades, ainda predomina como a principal atividade do segmento no País. Na Serra da Ibiapaba, no entanto, pouco a pouco os produtores evoluem e consolidam um plantio forte, baseado nos aprendizados familiares.

Segundo informações do último Censo Agropecuário, em 2022 e elaborado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), os municípios da região de planejamento da Serra da Ibiapaba tinham cerca de 20 mil unidades familiares de produção rural.

Na maior parte delas, são agricultores familiares de pequeno porte. Alguns deles, contudo, conseguem escalar a produção, auxiliados por programas de microcrédito rural, como o Agroamigo, do Banco do Nordeste (BNB), e tornar-se produtores rurais de porte mais elevado, escoando a produção para grandes mercados.

Do cultivo orgânico ao convencional, a produção é respaldada por técnicas marcadas pela inovação e tecnologia, com altas captações de crédito. Esse desenvolvimento dá visibilidade aos saberes tradicionais aprendidos nas bases da agricultura familiar.

Na segunda e última parte da reportagem “O novo agro: microcrédito rural como motor de desenvolvimento do Ceará”, o Diário do Nordeste se debruça sobre produtores rurais que começaram com pequenas produções aprendidas nos quintais de casa, mas prosperaram e hoje são referências nos municípios cearenses na divisa com o Piauí em como aliar práticas modernas com os conhecimentos tradicionais.

Da sala de aula para o quintal de casa

A infância de Tiago Rodrigues foi no distrito de Sítio Limoeiro dos Pompeus, em Guaraciaba do Norte. Na terra vermelha que antes cortava a propriedade da família, ele viu o avô e o pai se dedicarem à cana-de-açúcar para fazer rapadura. Depois, começaram as hortaliças e o tomate.

Guaraciaba hoje é considerada a “capital do tomate” no Ceará, muito em virtude dos cultivos iniciados no fim do século passado. A família de Tiago até tinha um cultivo tradicional, mas que quase fez com que o pai dele abandonasse a agricultura de vez.

“Meu pai começou a produzir em uma quantidade maior. O plantio de tomate convencional era o carro-chefe. Ele trabalhou muitos anos com a produção, mas infelizmente sofreu intoxicação devido ao uso dos produtos e estava praticamente impossibilitado de trabalhar”, conta.

“Quando ele participou de uma palestra falando sobre orgânico, achou interessante e resolveu apostar. Daí os outros irmãos iniciaram e família toda veio trabalhar com produção orgânica”, recorda.

Hoje, toda a família produz orgânicos, que incluem acelga, alface, cebolinha e coentro – conhecidos como a dupla “cheiro-verde” – e salsa, além de maracujá, pimentão e tomate. A produção, no começo, contou com o apoio do Agroamigo, com empréstimos para auxiliar na captação de água para irrigar as plantações.

“A gente utilizou o Agroamigo para os poços. A água vinha antes de um riacho que corta a propriedade, mas, com o passar do tempo, não ficou mais perene. Tivemos necessidade naquela seca do começo dos anos 2010. Recorremos ao crédito do banco, que foi a nossa principal porta de entrada no BNB”, enfatiza Tiago.

O crescimento da produção fez com que a atividade da família de Tiago se desenquadrasse das faixas do Agroamigo. Os empréstimos junto ao BNB entraram na categoria do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf).

Fonte: Diário do Nordeste.

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