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Quem é o líder do CV que movimentou milhões com furtos de veículos de luxo no Ceará, DF e Goiás

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Foto reprodução: Diário do Nordeste

Apontado como líder de uma quadrilha especializada no furto e na negociação de veículos de luxo, Francisco Hélio Forte, conhecido como “Calanguinho”, foi preso no último sábado (27), no bairro Parangaba, em Fortaleza. Ele estava foragido havia 11 meses e é investigado por chefiar um grupo ligado à facção criminosa Comando Vermelho (CV), responsável por trocar carros roubados por armas e drogas nas fronteiras do Brasil com o Paraguai e a Bolívia.

Segundo a Polícia Civil do Ceará (PCCE), “Calanguinho” comandava o chamado núcleo estratégico da organização criminosa e era tratado como “patrão” pelos comparsas. No momento da captura, havia dois mandados de prisão em aberto contra ele. O suspeito tentou fugir, mas acabou detido após perseguição da Polícia Militar do Ceará (PMCE).

A quadrilha atuava principalmente no Ceará, Distrito Federal e Goiás, utilizando equipamentos de alta tecnologia para furtar caminhonetes de luxo, como a Hilux SW4. Os veículos eram levados para regiões de fronteira, onde eram vendidos ou trocados por armas de alto calibre e entorpecentes, que abasteciam setores do CV.

As investigações apontam que o grupo tinha uma estrutura bem definida, dividida em núcleos estratégico, operacional, logístico e financeiro. O núcleo estratégico, liderado por “Calanguinho”, coordenava as ações, definia alvos e fornecia equipamentos para burlar sistemas de segurança. Já o núcleo operacional executava os furtos e adulterava os sinais identificadores dos veículos, enquanto o logístico cuidava do transporte e da ocultação dos carros. O setor financeiro era responsável por movimentar recursos, distribuir lucros e usar contas de parentes ou companheiras para evitar o rastreamento pelas autoridades.

A prisão faz parte da Operação Rapinas, deflagrada pela Delegacia de Roubos e Furtos de Veículos (DRFV) em 2024, após o aumento significativo de roubos de caminhonetes de luxo em Fortaleza, na Região Metropolitana e no interior do Estado. De acordo com a PCCE, a quadrilha chegava a roubar até três veículos por dia, principalmente dos modelos Hilux, Creta e Corolla, avaliados entre R$ 100 mil e R$ 300 mil.

As apurações revelaram ainda que os crimes eram precedidos pela confecção de placas falsas e pelo mapeamento de “pontos cegos” de câmeras de segurança. Após os furtos, os veículos ficavam escondidos em motéis até a diminuição das buscas policiais, antes de serem levados para fora do país.

“Calanguinho”, de 29 anos, possui uma extensa ficha criminal, com antecedentes por associação criminosa, tráfico de drogas, furto qualificado, lavagem de dinheiro e comércio ilegal de armas. Ele já havia sido preso em 2017, quando foram apreendidos 145 quilos de maconha, além de ecstasy, LSD e citrato de fentanila. Em 2021, voltou a ser detido ao ser flagrado em um carro usado como apoio para assaltos.

Em nota, o advogado Taian Lima, responsável pela defesa, afirmou que reconhece a existência dos mandados de prisão, mas sustenta que não há provas suficientes para condenar o acusado. Segundo a defesa, os processos ainda estão em andamento e não existe ligação direta entre Hélio e a suposta quadrilha especializada em furtos de caminhonetes de luxo.

Fonte: Diário do Nordeste

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