![]() Foto reprodução: Diário do Nordeste |
O caso envolve uma tentativa de homicídio registrada em 2022, no bairro Granja Portugal. O Ministério Público do Ceará denunciou Francisco Renan e Samuel Silva Pereira, apontando que o ataque ocorreu no contexto de atuação de uma organização criminosa. No entanto, nos memoriais finais, o MP concluiu que não havia provas suficientes para sustentar a participação direta de Renan no crime, o que inviabilizou o envio do caso ao Tribunal do Júri em relação a ele.
Na decisão, o magistrado destacou que os indícios mais consistentes recaem apenas sobre Samuel Silva Pereira, que já foi pronunciado e deverá ser julgado pelo júri popular. Segundo o juiz, embora não seja exigida prova definitiva nesta fase, é necessário haver elementos mínimos que indiquem a autoria, o que não se verificou em relação a Renan.
De acordo com a investigação, o vigilante foi atacado enquanto trafegava de motocicleta pela Rua José Abílio, sendo atingido na perna e no colete balístico. Após os disparos, os suspeitos fugiram, mas a vítima conseguiu pedir ajuda a policiais militares que passavam pelo local, dando início a uma perseguição. Francisco Renan foi capturado pouco depois, ao tentar fugir pulando o muro de um terreno baldio.
Na época da prisão, policiais encontraram com ele um celular e uma munição calibre .38, mas a arma usada no crime não foi localizada. Em depoimento inicial, Renan afirmou que usava uma farda da Polícia Militar do Ceará para despistar e alegou que teria ido ao local com um comparsa para cometer um roubo, versão posteriormente negada por ele durante o interrogatório judicial. A origem do fardamento também não foi esclarecida.
Documentos anexados ao processo indicam ainda que a vítima teria uma dívida relacionada ao tráfico de drogas na região, o que teria motivado a ordem de execução. Apesar disso, Francisco Renan sempre negou envolvimento na tentativa de homicídio. Ele também chegou a ser investigado por suspeita de participação em assaltos na Granja Portugal, mas essas apurações seguem separadamente.
Fonte: Diário do Nordeste

