Coca-cola zero é suspeita de ser prejudicial à saúde.

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CARACAS - A engarrafadora Coca-Cola demorará entre dois e cinco dias para tirar do mercado venezuelano todas as unidades de Coca-Cola Zero, cumprindo uma ordem das autoridades sanitárias, informou a empresa nesta quinta-feira. A Venezuela determinou, na quarta-feira, a suspensão imediata da venda da bebida no país 
A gerente de Assuntos Públicos e Comunicações da Coca-Cola Serviços da Venezuela, Rosy Alvarez, afirmou à AP que a empresa iniciou na véspera a paralisação da produção da Coca-Cola Zero. O Ministério da Saúde abriu um procedimento administrativo sobre o refrigerante, por considerar que contém um componente que poderia ser prejudicial aos consumidores. O ministro da Saúde, Jesús Mantilla, afirmou na quarta-feira que seu despacho determinou, depois de uma inspeção nas instalações da engarrafadora, que a Coca-Cola Zero "deve sair de circulação para preservar a saúde dos venezuelanos". 
A executiva indicou que a empresa já começou a retirar o produto do mercado venezuelano. A Coca-Cola Zero é uma versão sem açúcar do popular refrigerante. A bebida começou a ser vendida na Venezuela em abril. No resto da América Latina, foi lançada entre 2007 e 2008. 

- Garantimos que nenhum componente da Coca-Cola Zero é prejudicial à saúde das pessoas - disse Rosy, garantindo que o produto vendido na Venezuela não contém ciclamato, um adoçante apontado como prejudicial aos seres humanos e que foi preventivamente proibido nos EUA.

Os adoçantes da Coca-Cola Zero suscitaram polêmica em outros países, em particular na América Latina, onde há denúncias de que os ingredientes poderiam gerar danos à saúde, o que a empresa rechaça.
Na Venezuela, segundo Rosy, a Coca-Cola Zero contém outros adoçantes, entre eles o aspartame. A gerente afirmou ainda que o produto começou a ser vendido no país com permissão sanitária. A empresa ainda não estimou se haverá impacto financeiro para a Coca-Cola Serviços da Venezuela, filial da americana The Coca-Cola Company (dona da marca), ou para a mexicana Coca-Cola Femsa, responsável por engarrafar e distribuir o produto no mercado venezuelano. E descartou que a suspensão afete a produção da empresa ou seus empregados locais. A filial venezuelana da Femsa tem uma fábrica com 8 mil empregados na Venezuela.

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